Principais Clássicos

Nesses 80 anos de BaVi muitos jogos foram de tirar o fôlego do torcedor baiano. Jogos memoráveis fizeram parte desse evento. Vamos conferir alguns dos princiais jogos.

02/07/1934 – VITÓRIA 4 X 3 BAHIA – Tragédia no Ba-Vi.


Neste Ba-Vi amistoso , o atacante tricolor Bitonha agrediu o juiz porque ele mandou voltar a cobrança de um pênalti contra o Bahia.

Em consequência dos golpes que recebeu, o juiz Vivaldo Tavares não voltou para apitar o segundo tempo. Bitonha, além de expulso, foi preso.

Apesar de solto no dia seguinte, ao ver sua foto nos jornais, sentiu-se tão envergonhado que suicidou-se ingerindo uma dose de cianureto.

14/07/1957 – VITÓRIA 3 X 1 BAHIA – O quadro das “mulheres”.

Na véspera do Ba-Vi decisivo de 1957, o presidente rubro-negro Luís Martins Catharino Gordilho, apareceu na concentração com uma foto em que todos os seus jogadores apareciam pintados como se fossem mulheres – obra, segundo ele, do presidente do Bahia, Osório Vilas Boas.

Mordido, o time goleou o Bahia por 3 x 1 e foi campeão.Só depois o presidente do Vitória revelou que quem pintou o retrato foi ele próprio, para “motivar” o elenco.

27/06/1976 – BAHIA 2 X 1 VITÓRIA – Virada tricolor.

O estadual de 76 pode ser considerado, um dos maiores campeonatos baianos de todos os tempos.

Tanto o Bahia como o Vitória armaram times inesquecíveis. O Bahia, preparado pelo grande treinador Orlando Fantoni, tinha Baiaco, Fito e Douglas, e reforçara-se com grandes revelações como Jésum, Perivaldo, além do folclórico Beijoca.

Já o Vitória, do técnico Tim (o brasileiro que dirigiria o Peru na Copa da Argentina), tinha o craque Osny , os argentinos Andrada (o mesmo que tomara o 1000º gol de Pelé em 1969), o perigoso Fischer (ex- Botafogo) e muitos jogadores jovens, incluindo os ex-tricolores Léo Oliveira e Valdo.Decisão do terceiro turno.

O Vitória conquistara os dois primeiros, em um total de quatro. Com um a zero para o Vitória (gol de Osny, de pênalti, após o lateral Romero agarrara-o pela camisa, dentro da área), o juiz além de marcar a penalidade, ainda expulsa o jogador o lateral do Bahia.

Mesmo com um a menos, o técnico tricolor consegue recompor sua defesa, colocando Roberto Rebouças.

Na cobrança, o goleiro Joel Mendes defende o pênalti, e o Bahia não só ganha novo ânimo, como desestrutura o rival. Logo depois, Douglas e Beijoca (este, um golaço na prorrogação) viram o placar para o Bahia. O caminho para o heptacampeonato (3 anos mais tarde) continuava aberto.

09/07/1978 – BAHIA 4 X 0 VITÓRIA – Os gols do Fantástico.

No Brasileiro de 1975, qualquer vitória por mais de dois gols de diferença valia três pontos.

O Bahia sabia disso, e caprichou: 4×0 sobre o rival, que, as palavras do locutor do Fantástico expressou bem o que fora a vitória do esquadrão de aço: “o Bahia goleou o Vitória com os gols mais bonitos da rodada!”.

Realmente, foi uma tarde de lindos gols, todos no primeiro tempo: dois do meia Altimar (o primeiro logo no início, encobrindo de primeira de fora da área, o bom goleiro Gélson), outro do artilheiro Beijoca (em tabelinha de quatro toques, com o grande craque Douglas) e o último, do lateral direito Toninho (uma tijolada de fora da área, no ângulo.

Provavelmente, o único gol de sua vida). O Bahia conseguiu os três pontos e a partida entrou para a história.

28/09/1979 – BAHIA 1 X 0 VITÓRIA – Ba-Vi do século.
A decisão do título foi numa sexta-feira à noite, dia 28 de setembro, quando o Bahia conquistou o histórico hepta-campeonato, vencendo o Vitória por 1 x 0.

Para falar deste jogo, é necessário recuar doze dias, para 16 setembro, quando o Vitória conquistou o segundo turno do campeonato e tinha tudo para ficar com o título. O campeonato foi disputado em dois turnos.

O campeão de cada turno garantia dois pontos e o vice, um.O Vitória foi campeão dos dois turnos e o Bahia vice. Só que o título ficava com o clube que conquistasse seis pontos nos jogos finais, e aí o Vitória tinha uma larga vantagem: jogava por apenas dois empates.

Porém, o diabo vive nos detalhes, e o Bahia venceu o primeiro jogo das finais por 2 x 1, depois de estar perdendo por 1 x 0. Sena abriu o marcador, mas Botelho empatou, ainda no primeiro tempo, e Zé Augusto garantiu o triunfo marcando aos 7 do segundo tempo.

Então, ambas as equipes computavam 4 pontos para si e partiriam para um outro jogo decisivo. No 2º jogo das finais, o empate em 0 x 0, com quase 70 000 torcedores na Fonte Nova, força a realização de um jogo extra, em 28 de setembro.

O Bahia vence por 1×0. Este Ba-Vi entra pra história não só pelo 7º campeonato consecutivo do Bahia, como também pelo fato de, aos 72 anos de idade, 52 dedicados ao futebol, Zezé Moreira escolheu este clássico para encerrar sua carreira de técnico, deixando o Bahia para voltar ao Rio de Janeiro. Tinha até indicado seu sucessor: Armando Renganeschi.

11/10/1992 – VITÓRIA 1 X 0 BAHIA – Vitória da superação.
A partida mais emocionante do campeonato. Sem dúvida, o Vitória fora campeão com um dos melhores esquadrões de sua história.

Neste jogo o leão tinha Arthurzinho, Zé Roberto, Rodrigo, etc. E como todo Ba-Vi envolveu muita confusão, neste foi bem apimentado (principalmente por parte do árbitro que expulsou dois jogadores do Vitória).

Mas, por incrível que possa parecer no segundo tempo e com dois homens a menos em relação ao Bahia, o Vitória foi superior. Numerosos ataques se sucediam, numa demonstração de raça e bom preparo físico, o Vitória orquestrado pelo atacante Arthurzinho (que chegara a jogar na seleção brasileira nos anos 80). Num lance, o baixinho Arthurzinho cabeceia fulminantemente num cruzamento vindo da ponta esquerda.

O Vitória vence com dois jogadores a menos. Foi sem dúvida, o Ba-Vi da superação, inesquecível para qualquer torcedor do rubro-negro soteropolitano.

07/08/1994 – BAHIA 1 X 1 VITÓRIA – Empate com sabor de vitória.
O Bahia chegara à final do campeonato após tumultuada campanha. No inicio o time havia perdido quatro Ba-Vis seguidos, sendo dois de goleada.

Todos já consideravam o Vitória como o campeão naquele ano, ainda mais se tratando do time que havia decidido contra o super time do Palmeiras, o brasileiro no ano anterior, tendo no seu elenco jogadores como Paulo Isidoro, Dida, Edílson, Alex Alves. A situação começou a mudar com a chegada de Joel Santana ao esquadrão de aço.

O modesto, mas aguerrido time do Bahia se recuperou e conseguiu chegar às finais com a vantagem do empate. No final do primeiro tempo, após cobrança de uma falta, Dão acerta um chute indefensável ao goleiro Jean: Bahia 0x1 Vitória.

No segundo tempo, o Bahia começa pressionando, sem sucesso. O tempo vai passando, os rubro-negros já começam a ensaiar o canto do título. Aos 46 minutos do segundo tempo, o goleiro tricolor Jean vai até a intermediária e chuta para frente: após dois toques de cabeça a bola sobra livre para Raudinei marcar o gol do título. Rápida como um raio, a festa muda de lado.

A torcida do Bahia que já começava a ir embora retorna ao estádio, e a do Vitória vai para casa sem entender o que aconteceu. Bahia campeão baiano de 1994.

03/11/2002 – VITÓRIA 1 X 0 BAHIA – O dia que Rob não foi Gol.

Mais um Ba-Vi pelo Campeonato Brasileiro de 2002. O Vitória venceu por 1×0, mas o que mais marcou o jogo, foi: pênalti a favor do Vitória.

A sensação do brasileirão era o centroavante rubro-negro Robson, o “Robgol” (que no ano seguinte, jogaria pelo Santos). Robgol é certeza de gol, e é designado a cobrar a penalidade. Robgol corre, bate e… Jean do Bahia defende… o único pênalti errado pelo artilheiro. Mas o Vitória sai com a vitória.

12/10/2003 – VITÓRIA 2 X 1 BAHIA – O Vitória manda o rival para a segundona do Brasileiro.
Uma dupla conquista do Leão do Nordeste. O Bahia precisava desesperadamente da vitória sobre o arqui-rival para se manter na 1ª. Divisão do campeonato nacional.

Desde o ínicio, o tricolor pressiona o rubro-negro, e Preto abre o placar 1×0.

Porém, o Vitória não se abala, e como a melhor defesa é o ataque, parte pra cima do rival, e vira o placar no Barradão.O resultado de 2×1 dera ao Vitória não só a satisfação de vencer o arqui-rival de virada, como também serviu para ajudar no rebaixamento do Bahia para a 2ª divisão.

20/02/2005 – VITÓRIA 6 X 2 BAHIA – Goleada no Barradão.

Fase classificatória do campeonato baiano. 9.702 pagantes vão ao Barradão para ver uma sonora goleada do Vitória: 6 x 2 Bahia.

Logo aos 4 minutos, numa cobrança de escanteio de Edílson, (o capetinha que jogou no Palmeiras, Flamengo, Corinthians e seleção brasileira ), Alecsandro subiu bem e completou de cabeça.Dez minutos mais tarde, surge a oportunidade do segundo gol, numa falta próxima à meia lua. O lateral Edílson não vacila e, numa cobrança perfeita, acerta o ângulo direito de Márcio, que apenas observa.

Dez minutos mais tarde, o Bahia faz o 1º com Dill, e até esboça uma reação, impondo nos minutos seguintes maior volume de jogo e indo com mais força ao ataque. Mas aos 33 minutos, o Vitória marcou o terceiro gol. Numa cobrança rápida de falta, na intermediária, Zé Roberto deixou Gilmar de cara para o gol e ele não perdoou.

Da mesma forma como na primeira etapa, aos 4 minutos do segundo tempo, o Vitória chegou ao quarto gol no clássico, com Gilmar. Os torcedores do tricolor, em minoria no Barradão, começaram a deixar em peso as arquibancadas, mesmo no início do segundo tempo.

Logo depois do quarto gol, o Vitória ainda desperdiçou outra grande chance com Gilmar, com a zaga tricolor salvando a bola quase que em cima da linha. Aos 12 minutos acontecia o quinto gol do Vitória, na cabeçada do zagueiro Claudiomiro aproveitando a cobrança de falta.

Aos 33 minutos, o meia Leandro Domingues (que substitui Xavier) recebeu grande passe de Zé Roberto e, livre de marcação, já na pequena área, só teve o trabalho de tocar para o gol. Vitória 6×1 Bahia. Aos 45, o Bahia diminuiu a goleada, quando Fernando Miguel aproveitou cruzamento da esquerda, colocando no canto de Felipe.

22/04/2007 – BAHIA 5 X 6 VITÓRIA – Clássico de 11 gols.

O jogo de abertura do quadrangular final do Campeonato Baiano de 2007 foi digno dos grandes clássicos.

Com 11 gols e três viradas, o Vitória superou o Bahia por 6 a 5 e saiu na frente na fase final do certame.

Pode-se dizer também que o Ba-Vi disputado no estádio da Fonte Nova foi um verdadeiro clássico das multidões.Isso porque o público de 61.807 torcedores – renda de R$ 521.215,00 – lotou o Fonte Nova. No gramado, a chuva de gols começou logo aos quatro minutos, quando Danilo colocou o Bahia à frente.

O Vitória, entretanto, conseguiu a primeira virada da partida com gols de Jackson e Índio, aos respectivos 31 e 34 minutos. Ainda no primeiro tempo, a equipe tricolor aplicou nova virada com gols de Fausto aos 36 e novamente Danilo aos 45.

Na etapa complementar, o placar de 3 a 2 a favor do Bahia voltou a inverter. Índio e Apodi, aos seis e aos 19, respectivamente, recolocaram o Vitória no comando do placar. Aos 24, o Vitória conseguiu abrir 5 a 3 com gol de Índio, seu terceiro no maior clássico baiano.

No entanto, o Bahia não desanimou e foi atrás do resultado. Aos 42, Fábio Saci fez o quarto e Rafael Bastos empatou para o time da casa aos 45. Contudo, o Vitória achou um gol nos acréscimos, quando Índio fez seu quarto gol aos 48 e decretou o resultado final em 6 a 5 para o Vitória.

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Esquadrão de Aço já enfiou 10 a 1 no rubro-negro

  A maior goleada da história dos BA-Vis aconteceu no dia 8 de dezembro de 1939, quando o Tricolor humilhou o rival ao vencê-lo pelo placar de 10 a 1. Vareta (5), Tintas, Nelson, Antenor, Luiz Viana e Nandinho marcaram os gols do Esquadrão. Confira trecho do livro Bahia, Esporte Clube da Felicidade, de Nestor Mendes Jr., que retrata aquela partida:

“(…) Era dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Quando a torcida tricolor festejava no Estádio da Graça, `conformada´ com o 9×1, antes do apito final, o carrasco do rubro-negro, Vareta, faz o seu quinto gol, na terceira goleada `arranha-céu´ do Bahia sobre o Vitória em apenas dois anos.

A torcida saiu a pé, com a alma lavada, da Graça direto para os festejos da Conceição, onde a navalha e o cacete predominavam, além dos bailes pastoris na Ladeira da Preguiça, e o regalo de iguarias como o caruru, o efó, o acarajé, além dos refrescos, das frutas e da cerveja nas barracas das quituteiras afamadas daquela época”.

BAHIA 10×1 VITÓRIA
Data: 08.12.1939
Local: Campo da Graça
Juiz: Anisio Silva
Renda: 1:247$000
Bahia – Menezes, Heitor e Serra; General, Munt e Gia; Antenor, Tintas, Nelson (Nandinho), Jorge (Luiz Viana) e Dedé.
Vitoria – Schepi (Henriquinho), Umbelino e Bubu (Heitor); Bengalinha, Mesquita e Zezé Catharino; Mozart, Durval, Siri, Raul e Vavá Tourinho (Francisco).

 

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